Design Sprint: saiba como aplicar a metodologia no seu projeto

 

Você tem uma ideia que precisa sair logo do papel? Entretanto, necessita de uma metodologia que, além de materializá-la, obtenha feedbacks importantes para o seu aprimoramento, antes mesmo que ela vá para o mercado? Então você precisa conhecer o Design Sprint: uma metodologia de processo ágil do Google que é tema do post de hoje.

Mas afinal, o que é Design Sprint?

Você já deve ter visto na livraria o livro “Sprint” ou mesmo na mesa de algum colega designer. Sprint é o método usado pelo Google para testar e aplicar novas ideias, tudo isso em apenas cinco dias. Isso mesmo!

    Fonte: Google Imagens

A metodologia foi criada pelo designer Jake Knapp no período em que ele trabalhava no Google Hangout. Aliás, vale ressaltar que o Hangout é fruto da aplicação dessa metodologia. Mais tarde, Knapp se juntou com Braden Kowitz e John Zeratsky no Google Ventures, onde implementaram mais de cem sprints em empresas de diversos segmentos. Pois é, muitas ideias boas saíram dali.

Vantagens do Sprint

No livro, além de apresentar a metodologia, alguns cases são esmiuçados de acordo com cada fase do método para que se enxergue na prática sua agilidade, seus sucessos e fracassos, que também acontecem. O Sprint nada mais é do que um processo único de cinco dias para resolver questões críticas por meio de protótipos e testes de ideias.

E sabe qual a maior vantagem de se aplicar uma metodologia como essa em relação a outras que existem por aí? Com o Sprint, você foca na validação da ideia com os usuários, antes mesmo de lançar um MVP (Minimum Viable Product) e o melhor: em um curto prazo de 40 horas.

Sprint na prática

Antes de iniciar o processo, é necessário definir o problema que será solucionado. Na sequência será preciso escolher um local para reunir o time e os materiais que irão utilizar (post-its, caneta, papel, etc.). E o mais importante: um time certo e envolvido com o projeto e que tenham perfis bem específicos para agregar ao processo. São eles:

  1. Definidor: quem tomará as decisões pela equipe.
  2. Especialista em finanças: quem irá explicar de onde e vem e para onde vai o investimento.
  3. Especialista em Marketing: quem formulará a mensagem da empresa/produto/solução.
  4. Especialista no consumidor: quem irá falar com os consumidores da empresa/produto/solução.
  5. Especialista em tecnologia/logística: quem entende o que a empresa pode produzir e vender.
  6. Especialista em design: quem fará o design da empresa/produto/solução.

A partir dessas definições, você e sua equipe já podem definir o calendário que tomará cinco dias da semana (de segunda a sexta). Cada etapa terá um tema específico para solucionar:

Fonte: Medium

 

Segunda-feira

No primeiro dia da Sprint, será necessário compartilhar com todos tudo que sabem e esperam do projeto. Cada um tem uma visão diferente, portanto, tudo deve ser exteriorizado e mapeado. E isso pode ser realizado de diversas maneiras: entendendo o possível consumidor, desconstruindo o produto atual, definindo as métricas de sucesso, etc.

Terça-feira

No segundo dia, a equipe irá trabalhar individualmente em cima de cada ideia e a colocando no papel. Ao final, o grupo deve analisar cada um dos sketches e discutir como cada um irá funcionar. O objetivo aqui é, ao final, votar nas melhores soluções que irão seguir para a terceira fase, ou seja, o terceiro dia.

Quarta-feira

Neste dia, com as ideias selecionados da terça-feira, será necessário filtrar, refinar e decidir a única ideia que será prototipada. Pode parecer uma tarefa difícil, mas a partir da discussão e com a cabeça fresca sobre o que conversaram no dia anterior, com certeza chegarão a uma conclusão.

Quinta-feira

Agora é hora de prototipar! Para começar, planeje o que será executado, as ferramentas necessárias e quem fará o quê durante o processo. O importante é que tudo seja fácil, ágil e assertivo ao final.

Sexta-feira

E chegou o grande dia! Na sexta-feira, reúna os potenciais usuários do produto e faça sessões individuais de demonstração. A cada interação, a pessoa deve dar um feedback sobre o que gostou e não gostou. Ao final do dia, reúna a equipe para discutir as informações coletadas e, por fim, decidam se a ideia deve seguir ou não e qual o melhor caminho.

Brainstorms funcionam?

Viu só como o processo do Sprint é bem ágil? Mas você deve estar se perguntando: porque não resolvemos tudo isso em brainstorms que são normalmente realizados ao desenvolvermos um projeto? Segundo Knapp, as melhores ideias tendem a vir de indivíduos, não de grupos. Por isso, quando se é distribuídos tarefas e um tempo determinado para cada uma delas, as pessoas tendem a se empolgar e dar o melhor de si para defender sua opinião.

Quer saber mais sobre o Design Sprint? Além ler o livro, assista ao seu próprio criador, Jake Knapp, falando sobre o tema. E não deixe de acompanhar o blog e a B&E nas redes sociais.

 

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